Fapeal, Capes e Unit realizam debate sobre financiamento à Ciência e Tecnologia

Estudantes, professores, pesquisadores e gestores públicos interessados no tema do financiamento à Ciência e Tecnologia, mais especificamente à formação de recursos humanos na área e as perspectivas para Alagoas, participaram de debate promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e pelo Centro Universitário Tiradentes (Unit).

A mesa-redonda ocorreu na última quinta-feira (23) e reuniu o presidente da Fapeal, Fábio Guedes, e o analista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Manoel Cardoso, com mediação da professora Verônica Marques, do Núcleo Interdisciplinar de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas do Centro Universitário (NPIG/Unit).

Fábio Guedes demonstrou dados da atuação da Fapeal neste ano, além do que está planejado para os próximos meses e 2016. Seis editais já foram lançados em 2015 e o presidente informou que, apesar dos cortes no orçamento do Governo tanto em nível federal, quanto estadual, a Fapeal não foi atingida no que se refere aos recursos para a atividade fim da instituição. “Este Governo sabe o que é Ciência e Tecnologia, por isso não houve cortes no nosso orçamento”, disse.

Segundo Guedes, os desafios para a área em Alagoas são muitos. “Atrair e formar mais pesquisadores com titulação de doutorado, promover interação entre pesquisadores e setor produtivo e induzir pesquisas para colaborar e aperfeiçoar as políticas públicas do Estado são alguns deles”, exemplificou.

Manoel Cardoso, da Capes, também apresentou informações da atuação da agência federal, ligada ao Ministério da Educação, e respondeu a perguntas. Em sua exposição, ficou claro que as duas instituições estão alinhadas, por exemplo, no que diz respeito às metas de formação de doutores. “Hoje em dia elaboramos nossas metas de formação de doutores pensando também na capacidade de absorção do setor produtivo, não apenas na academia. Além do crescimento vegetativo da pós-graduação, temos várias instituições e empresas com setor de pesquisa consolidado ou em formação, como Embrapa e Petrobras. A empregabilidade de doutores é maior”, afirmou.

Para a professora de Direito da Unit, Gabriela Rebouças, o debate foi válido. “A interlocução entre quem está na ponta e as agências é necessária. É importante termos e darmos feedback, isso amplia o horizonte de percepção das várias faces de uma mesma questão”, afirmou.

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