Prioridades para pesquisa em saúde serão escolhidas em Oficina

Evento, nesta quarta e quinta, é voltado para as necessidades do SUS em Alagoas

Mais de 200 pesquisadores, técnicos e gestores públicos de saúde vão participar da Oficina de Prioridades do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Em dois dias de evento, nestas quarta, 9, e quinta-feira, 10, serão definidos quais são os objetos de estudos mais relevantes para a saúde pública em Alagoas atualmente.

Os temas definidos serão contemplados com recursos para pesquisa no próximo edital do PPSUS, que vai disponibilizar R$ 2 milhões, sendo R$ 500 mil provenientes do Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as co-gestoras locais do programa. O restante do financiamento vem do Ministério da Saúde, que repassa a verba para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A chamada pública tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2016 e vai aceitar propostas de instituições de ensino superior públicas e privadas em Alagoas.

A Oficina de Prioridades acontece para que as pesquisas apoiadas, desde sua concepção, levem em conta as características e necessidades específicas do SUS em cada estado do país.

Programação
O evento começa às 8h30 desta quarta, no Hotel Ponta Verde. A primeira manhã será dedicada à contextualização, em duas palestras.

O diretor de informação da Sesau, Hebert Charles Barros, deve apresentar um mapeamento de quais são as principais causas de mortalidade em Alagoas. Já o consultor técnico do Ministério da Saúde, Augusto Barbosa Júnior, fica responsável por apresentar metodologia de priorização para pesquisas em saúde.

A partir daí, as atividades seguem em oficinas, até as 18h da quinta. Pesquisadores de áreas correlatas, como economia e tecnologia da informação, são esperados entre os participantes.

Na prática
Alagoas participou de todas as cinco edições do PPSUS e, hoje, é considerado nacionalmente um estado-modelo na gestão do programa.

O trabalho da Fapeal é de operacionalização, recebendo os projetos e fazendo sua avaliação e acompanhamento, até as prestações de contas financeiras, que são reportadas ao CNPq. Já a Sesau, se responsabiliza por selecionar os resultados das pesquisas concluídas com o propósito de tentar incorporá-los aos serviços de saúde do SUS.

Algumas das 30 pesquisas selecionadas na última edição do PSSUS, em 2013, já estão em fase de implantação no SUS em Alagoas, através da Sesau, em colaboração com secretarias municipais de Saúde.

Uma delas é a avaliação genética de crianças com fendas orais, conhecidas como lábios leporinos. Neste caso, é importante diagnosticar se o problema é isolado ou se trata de uma das manifestações de alguma síndrome.

Outra, dentre as que já apresentam bons resultados, lida com o diagnóstico precoce de câncer bucal, principalmente entre analfabetos

“São ideias simples, mas que têm o potencial de mudar a vida das pessoas envolvidas de forma significativa”, avalia Juliana Khalili, coordenadora de Projetos Especiais e Inovação da Fapeal.

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