Em Brasília, Fapeal apresenta estratégias para inovação

Novo edital poderá ser lançado em até um ano
por Gioconda Bretas – FAPDF
 
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Fotos: FAPDF

A partir da ideia de que é preciso encurtar o caminho entre a atividade acadêmica e o mundo empresarial, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) iniciou, em 2016, a construção de um edital específico para financiar pesquisas que atendam às necessidades das empresas locais.
 
A experiência da criação do Programa de Pós Graduação-Empresa (PPG-Empresa) foi o tema da palestra do diretor executivo de Ciência e Tecnologia da Fapeal, prof. João Vicente Lima, nessa sexta-feira (10/02), na Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), para servidores da Fundação e da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação de Brasília.
 
O PPG-Empresa foi criado com o objetivo de financiar, por meio de bolsas, produtos e processos inovadores, promovendo a interação entre os PPGs com o setor produtivo privado e também com o próprio serviço público e suas empresas.
O PPG-Empresa
 
A previsão é de que o PPG-Empresa seja lançado ainda em 2017, abrindo a possibilidade de bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica. “Nosso desafio é produzir políticas que gerem soluções para as empresas do Estado. Há um vale entre as necessidades do mercado e a universidade”, explicou o diretor. Para ele, a criação desse financiamento pode alavancar as empresas locais, gerando emprego, renda, imposto, além de aprimorar o PPGs atuais.
 
Uma das iniciativas exitosas, de acordo com Lima, foi o envolvimento de diversos setores na construção do edital.  Sebrae, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), setor produtivo privado, setor público, coordenadores e pesquisadores de PPGs foram mobilizados pela Fapeal em rodadas de oficinas.
Nas oficinas, todos esses atores discutiram prioridades, métodos e necessidades de cada um. O processo fez com que houvesse convergência e equilíbrio entre a oferta de pesquisas desenvolvidas pelos PPGs e a demanda por inovação tecnológica nas empresas.
 
O prof. João Vicente ressaltou ainda que essa metodologia obrigou o edital passar pelo crivo da comunidade acadêmica, da indústria e do setor público, antes de ser publicado. Além disso, o processo proporcionou a aproximação e o conhecimento entre os atores envolvidos.
Intercâmbio de experiências
 
Para o diretor-presidente da FAPDF, Wellington Almeida, há um desafio colocado para todas as FAPs, que é o de aproximar empresas e pós-graduação na tentativa de ampliar as respostas a demandas concretas, construindo um caminho para a pesquisa aplicada. “Há muitas experiências rodando pelo Brasil e há entre as FAPs um ambiente bastante colaborativo, principalmente no que diz respeito às empresas de base tecnológica”, explicou.
 
O secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Marcelo Aguiar, também ressaltou que essa troca de experiências tem relação com a necessidade de ampliar a participação do fomento da FAPDF à pesquisa aplicada. “Sem desconhecer a importância da pesquisa pura, sentimos a necessidade de abrir a FAPDF para atender as demandas desse setor”, afirmou.
 
De acordo com o presidente da Fapeal, Fábio Guedes, que também esteve presente no encontro, essa troca de experiências é fundamental para que as FAPs consigam fazer o melhor para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, respeitando as especificidades de cada região.
 
 

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