Fapeal aponta investimento progressivo na pesquisa em agricultura

Montante relativo ao triênio 2015-2017 ultrapassa os R$750 mil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) deverá ampliar as discussões sobre pesquisas aplicadas com entidades representativas do setor agrícola em Alagoas. Isto foi acenado em reunião Conselho Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cedafra), ocorrida na Secretaria de Estado da Agricultura, nesta terça, 21.

O diretor-presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes Gomes, foi convidado pelo Conselho a proferir a palestra “Perspectivas do Desenvolvimento Econômico em Alagoas e Desafios da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação na Agricultura”, durante reunião ordinária do Cedafra.

“A preocupação é que a agricultura não diminua sua participação no PIB do estado”, destacou o professor, contextualizando principalmente a importância da familiar agricultura alagoana em relação ao contexto produtivo local e ao de outros estados.

Ainda de acordo com o professor Fábio Guedes, 72% da mão de obra ocupada no campo em Alagoas encontra-se na agricultura familiar.

Os desafios de gestão e governança do canal do Sertão também foram abordados na oportunidade.

CT&I como aliada

Os pesquisadores das ciências agrárias e áreas correlatas vêm aumentando exponencialmente o acesso aos recursos disponibilizados pela Fapeal.   

Segundo o resultado preliminar do Edital Fapeal nº14/2016, a Fapeal deverá destinar em torno de R$ 450 mil para pesquisas básicas e aplicadas em Ciências Agrárias. Deste montante, R$ 268 mil são para Agronomia e o restante se destina a outras áreas de conhecimento com forte interação e interesse para as atividades agrícolas.  

Isto significa mais de 20% em um total R$ 2 milhões investidos em 94 projetos, distribuídos em áreas como Ciências Exatas, Ciências Biológicas, Engenharias e Ciências da Saúde.

O crescimento é progressivo, levando-se em conta que, em 2015, os valores investidos em ciências agrárias foram da ordem de R$ 70 mil (4,4% do total geral) e, em 2016, R$ 260 mil, (14%).

Em 2014, apenas 46,3% dos mestres formados em Ciências Agrárias em Alagoas se empregavam no próprio estado de acordo com dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)

Desafios

Para Severino Araújo, Diretor-Técnico de Acompanhamento de Programas e Projetos do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), ainda há um gargalo na hora de disseminar os resultados das pesquisas científicas para os produtores agrícolas, através das atividades de extensão rural.

Já Ricardo Ramalho, agrônomo da ONG Instituto Terra Viva, existe a necessidade da construção de índices de aplicabilidade de pesquisa para o setor agrícola, construídos de acordo com as necessidades locais.

Alberto Nascimento, Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Alagoas, também salientou a diferença entre a pesquisa voltada para a agroindústria e aquela voltada à agricultura familiar.

Fábio Guedes propôs um maior estreitamento entre a Fapeal e as demais Instituições que lidam diretamente com as políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, para que o conhecimento produzido pelos cientistas na academia e financiado pelas políticas de ciência e tecnologia no estado, seja apropriado e chegue a ser aplicado na ponta, a serviço dos agricultores alagoanos. 

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