Fapeal apoia Prêmio de Finanças Públicas articulado junto a Sefaz/AL

Prêmio Graciliano Ramos promove uma interface entre a pesquisa proposta na academia e, a confecção de materiais originais no âmbito das finanças públicas e orçamentárias estaduais

 

No sentido de fortalecer a relação entre a academia e as políticas públicas estaduais, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) apoiou a 1ª edição do Prêmio de Finanças Públicas Graciliano Ramos. A parceria elaborada pela Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL) estimulou pesquisadores a escrever resoluções para as problemáticas financeiras locais, promovendo na manhã desta segunda-feira (5), uma cerimônia ampla contando com palestras, debates e premiação.

A ação traz consigo um ineditismo que tem se tornado pauta presente nas propostas do ensejo público, a provocação dos diversos segmentos universitários para a confecção de estudos originais. Neste caso em específico, os formatos deveriam ser escritos em artigos técnicos e especializados e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), abordando temáticas em duas linhas gerais: Finanças públicas, contabilidade pública e avaliação de políticas públicas; E administração pública e desenvolvimento econômico local.

Esta não é a primeira proposta da Fapeal transitando pelo âmbito da pesquisa e atuação nas problemáticas de governo, o Programa de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento das Políticas Públicas (PDPP) já representava uma medida que visava cumprir esta premissa. O PDPP foi lançado em 2016 e produziu uma ponte entre conhecimento de mestres e doutores, propondo assessorias específicas a órgãos de Estado.

Para o Chefe de Gabinete da Fapeal, Rômulo Sales, estas cooperações ocorrem num momento necessário, ele esteve presente na Cerimônia composta pelo Seminário do cenário econômico e gestão fiscal, e premiação, e explicou como a ciência se insere neste meio: “A iniciativa entre Sefaz e Fapeal vai além desta ação, representa a intenção e a importância fornecida pelo Estado à pesquisa, unindo academia e pesquisadores junto à esfera pública”, ressalta o gestor.

O economista cita que inserindo estes pesquisadores se consegue utilizar a massa crítica do Estado em diversos setores e, para o próprio benefício da máquina pública. Onde se consegue como produto final uma contribuição direta nos complexos das finanças públicas do governo e, se valoriza similarmente os estudiosos locais.

Assumindo o viés desta parceria, o secretário da Sefaz/AL, George Santoro, deposita nas análises da pesquisa uma alternativa para garantir engajamento entre os dois campos de atuação: “É muito importante esta interação porque abre o leque das pesquisas acadêmicas. Eu acredito que o prêmio estimula nossos jovens a estudar os campos de contabilidade, economia, administração e com isso a gente possa trazer soluções novas ao serviço público em Alagoas”, frisa o secretário.

O jurista afirma que esta é uma forma de oportunizar empregabilidade aos mestres e doutores, contribuindo-se também com a redução de custos para o país. Santoro frisa que o mecanismo propõe soluções criativas e inovadoras, onde se consegue poupar recursos para investir-se em outras áreas do conhecimento e melhorar o desempenho em novas demandas no Estado.

Debates e premiação

Com uma programação extensa a Cerimônia ofertou um momento de palestras e discussões que fazia uma interface com o universo orçamentário e fiscal, discutindo temas como “Os desafios da economia brasileira” na palestra de Marcos de Barros Lisboa, e entoando análises da estrutura da receita tributária com a argumentação de Sol Garson. O contexto da educação também esteve presente na articulação do ex-ministro da Fazenda e atual presidente do Banco Mundial (Bird), Joaquim Levy, que conduziu de maneira mais técnica a sua fala.

Compondo ainda a mesa de debates tiveram pauta a economista chefe da XP investimentos Zeina Latif, e o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Assessor Especial do Secretário de Fazenda, Fabrício Dantas. O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, e o governador do Estado de Alagoas, Renan Filho, argumentaram realidades estatais no que concerne a transparência e austeridade fiscal de ações. O governador listou uma série de investimentos e políticas de abertura a visibilidade do uso de recursos públicos. Todo o itinerário movimentou o Teatro Deodoro numa ação de discussão a economia brasileira e alagoana nesta segunda, que finalizou suas atividades concedendo premiação financeira a 13 inscritos no edital.

O prêmio foi conduzido pela equipe técnica Fapeal e contou com o julgamento de membros Ad hoc, este homenageou as melhores produções em três categorias: em nível de graduação, graduados e mestres e doutores. Um dos premiados na solenidade no âmbito da graduação, Samuel Santos, citou que a iniciativa colabora com a prática de pesquisa: “O prêmio é importante para incentivar os alunos da academia e quem está inserido no nível superior para abordar questões sociais, fiscais, no contexto de melhorar a vida do cidadão, daquele que está inserido neste mesmo contexto”, explica o estudante.

 

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