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Minutos da Ciência questiona se a cor do céu sempre foi azul

Programa mostra que, na verdade, nem sempre foi assim e o futuro pode reservar surpresas

Deriky Pereira

Será que a cor do céu sempre foi azul? Foi com esse questionamento que a edição de número 368 do Minutos da Ciência, publicada nesta sexta-feira (27), nas redes sociais de Fapeal e de Fapeal em Revista teve início. E a resposta surpreende ao mostrar que cientistas estimam que, mesmo sem saber com certeza como era no passado, a cor do céu pode ter variado por conta dos gases presentes na atmosfera em cada período.

Há 4,5 bilhões de anos, quando a Terra se formou, sua superfície era composta por material fundido em grande parte. Com o tempo, porém, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais que foram liberando grandes quantidades de metano na atmosfera.

A luz solar que incide sobre o metano transformava ele em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, parecido com uma poluição atmosférica. Mas uma mudança significativa ocorreu há 2,4 bilhões de anos com o Grande Evento da Oxidação quando as cianobactérias passaram a fazer fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.

O oxigênio, então, começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, fazendo com que as névoas de metano fossem sendo eliminadas gradualmente. E com uma atmosfera consolidada de forma semelhante à atual, o céu passou a apresentar essa cor azul que conhecemos hoje, mas… Será que vai ser azul pra sempre?

Bom, mesmo com poluição, incêndios florestais, tempestades de poeira, enfim, que possam alterar temporariamente a cor, a curto prazo, a cor azul do céu da Terra não deve desaparecer. Mas isso fica para ser apresentado em outros programas. Por enquanto, clique aqui e assista ao número 368 na íntegra.