Doença rara e grave acometeu criança britânica de 1 ano e 8 meses após covid assintomática
Deriky Pereira

O que é a Encefalite Necrotizante Aguda (ENA), que atingiu criança britânica de menos de 2 anos? Foi com esse questionamento que a apresentadora convidada Paula Huana deu início ao programa de número 371 do Minutos da Ciência, publicado nas redes sociais de Fapeal e de Fapeal em Revista na última terça-feira (10). A doença, que é rara e grave, acometeu a pequena Lettie, de 1 ano e 8 meses, que se recusou a tomar café da manhã e a família, mesmo tendo estranhado, não imaginava que este seria o início de um grande problema.
Na primeira hora após acordar, quando Lettie vomitou, ficou pálida e começou a ter dificuldade para respirar. De repente, ela desmaiou nos braços do pai e, em poucos minutos, eles viram a filha ficar paralisada. No começo, médicos achavam que ela tinha tido convulsão febril. Mas quando a pele de Lettie começou a ficar roxa e manchada fizeram mais exames e ela foi detectada com covid assintomática, que estava desencadeando Encefalite Necrotizante Aguda.
A ENA é uma condição cerebral rara e grave, causada por infecções virais, como a gripe, que provoca rápida deterioração neurológica, a partir de uma inflamação súbita do cérebro que leva à destruição das células cerebrais e forma áreas de tecido morto. Ela costuma ser provocada, principalmente, por infecções virais, como o vírus do herpes simples, enterovírus e o vírus da varicela-zoster.
Em situações mais raras, porém, também pode surgir a partir de uma resposta autoimune, quando o próprio sistema imunológico passa a atacar, por engano, células saudáveis do cérebro.
Sintomas e tratamento
Febre alta, dor de cabeça muito intensa, convulsões, alterações de consciência, que podem evoluir para coma e perda de sensibilidade são alguns dos sintomas da Encefalite Necrotizante Aguda. O tratamento inclui medidas de suporte para controlar os sintomas, como o uso de medicamentos que ajudam a reduzir o inchaço no cérebro.
Quando causada por infecção, podem ser indicados antivirais ou antibióticos. E em casos mais graves, é recomendada a cirurgia para retirar áreas do tecido cerebral comprometido.
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