Problema ocorre quando corpo reage de forma exagerada a estímulos como calor, dor, estresse emocional e outros
Deriky Pereira

O que é a síncope vasovagal, problema do jogador Oscar do São Paulo? Foi com esse questionamento que os apresentadores deram início ao programa de número 344 do Minutos da Ciência, publicado nas redes sociais de Fapeal e de Fapeal em Revista na última terça-feira (25). Antes da explicação, porém, o programa voltou um pouco no tempo, mais precisamente em julho quando Oscar deixou o campo com apenas 16 minutos de jogo contra o Corinthians após dores na região lombar após uma disputa de bola com outro jogador e sofreu uma fratura nos processos transversos de três vértebras lombares (L1, L2 e L3).
Meses depois, já em outubro, enquanto treinava, passou a sentir dores na panturrilha esquerda e exames de imagem confirmaram uma lesão que fez o meio-campista perder ainda mais jogos. Mas foi no dia 11 deste mês que Oscar desmaiou e perdeu a consciência por alguns momentos durante um teste na bicicleta no centro de treinamento do clube. No hospital, após bateria de exames, foi diagnosticado com a síncope vasovagal, causa mais comum de desmaios.
A síncope vasovagal ocorre quando o corpo reage de forma exagerada a certos estímulos – como calor, dor, estresse emocional, ficar muito tempo em pé ou em jejum – levando a uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca. Isso reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro e pode provocar tontura, náuseas, sudorese, visão turva e, em alguns casos, desmaio.
Mas, a boa notícia é que, mesmo com tudo isso, a condição, geralmente, é benigna. Ou seja, não costuma representar risco grave à saúde e o tratamento costuma envolver evitar gatilhos, manter boa hidratação e aprender técnicas para reconhecer e interromper o início dos sintomas. Em casos específicos, podem ser usados medicamentos sob orientação médica.
Oscar, inclusive, pode ter condições de voltar ao futebol caso tudo ocorra bem e, claro, se sinta confortável para isso, mas o jogador já avalia possibilidade de aposentadoria e o time vê uma rescisão amigável como a saída mais provável. E fica o lembrete: ao menor sinal de qualquer sintoma listado aqui, o ideal é procurar sempre um médico ou especialista para que, assim, receba o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento adequados.
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