Opinião: Diretor-presidente reflete sobre avanços da Fapeal em 2016

Por ocasião do lançamentos de novos editais, em 24 de maio de 2016

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Renan Filho e Fábio Guedes Gomes

Esse é um momento muito especial para o conjunto da comunidade científica e acadêmica. No contexto em que o país enfrenta dificuldades de toda ordem, com o apoio à ciência, tecnologia e inovação em situação de grande indefinição, o Estado de Alagoas, sob a gestão do governador Renan Filho, demonstra um compromisso sério e estratégico com essas áreas, dentro das possibilidades das finanças públicas estaduais.

Compromisso que compreende a ciência e a tecnologia não como finalidades, mas como serviços essenciais à sociedade, à sua evolução. Nos dois grandes propósitos que o governo Renan Filho vem perseguindo com firmeza — o desenvolvimento educacional e econômico —  a ciência e a tecnologia são pilares essenciais e necessários para atingirmos os resultados mais rápidos e inserirmos, concretamente, Alagoas no século XXI.

O fato de presenciar um evento concorrido, é uma demonstração do prestígio que a Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa de Alagoas conseguiu alcançar, não somente ao longo dos seus vinte cinco anos, mas principalmente pela mudança de postura na gestão liderada pelo governador. Estiveram no evento vários pesquisadores, coordenadores de mestrados e doutorados, professores, estudantes etc. um público muito qualificado e que tem ainda muito a contribuir com Alagoas e suas instituições.

Essa comunidade também se reuniu nesse evento para agradecer ao governador pelo apoio à Fapeal. Com ele e uma equipe de trabalho muito qualificada e integrada, a Fapeal ao longo da sua gestão em 2015 conseguiu, entre outras coisas:

1. Elevar o número de 200 para 350 bolsas de iniciação científica para estudantes de universidades, atendendo a demanda qualificada e incluindo instituições que não faziam parte das políticas da Fapeal, como UNEAL, IFAL, Unit e Embrapa.
2. Conceder 200 bolsas de iniciação cientifica aos alunos do ensino médio de escolas públicas estaduais.
3. Apoiar a presença de 65 pesquisadores de Alagoas em eventos nacionais e internacionais, em destinos como Grécia, Peru, Argentina, Bélgica, Espanha, Alemanha, Canadá, Portugal, Colômbia, Itália, Inglaterra e EUA.
4. Apoiar a realização de 25 eventos científicos, acadêmicos e tecnológicos, de médio e grande porte, em todo estado.
5. Manter e honrar convênios e parcerias com o CNPq que envolvem 115 pesquisas no montante de 8,9 milhões de reais.
6. Apoiar diretamente 26 Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) com recursos para custeio de suas atividades e investimentos em infraestrutura e equipamentos, no valor de 1,2 milhão reais.
7. Em parceria com a Finep, aplicar 5,5 milhões de reais em subvenção econômica em segmentos empresariais com projetos de inovação tecnológica.
8. Viabilizar junto à Capes a concessão de 170 bolsas de mestrado e doutorado em 2016 para o sistema estadual de Pós-Graduação.
9. Articular 16 projetos de pesquisa e desenvolvimento de políticas públicas do governo estadual.
10. Realizar uma ampla programação alusiva às comemorações dos 25 anos da Fapeal, incluindo a realização, em novembro passado, da IV Reunião do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
11. Resgatar, em parceria com a gestão da Uncisal, o convênio com a Finep para a construção do Biotério da instituição, no valor de 1 milhão de reais
12. Instalar e implantar da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) nos campi da Uneal localizados em Santa de Ipanema, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Maceió, levando conexão de internet de alta velocidade e pacotes de serviços científicos e acadêmicos.
13. Contribuir para a aprovação e criação de mais 6 novos cursos de pós-graduação em Alagoas que começam a funcionar neste ano, com destaque para os primeiros mestrados da Uneal e Unit; três doutorados interinstitucionais, dois na Uneal, nas áreas de desenvolvimento rural e educação, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um no Cesmac, na área de direito, em parceria com a PUC do RS, e um mestrado na Ufal, no campi de Viçosa. Esses cursos possibilitarão a qualificação e formação de, pelo menos, 60 novos doutores, a maioria professores dessas instituições.

Na última década, o país avançou muito na formação de recursos humanos de alta qualificação. Em janeiro de 2016 foi sancionado, pela Presidente Dilma Rousseff, o novo Código de Ciência, Tecnologia e Inovação, um grande passo para melhorar institucionalmente o país, para que possamos destravar os processos e recursos que impedem maior celeridade no desenvolvimento tecnológico.

Como resultados também desses avanços, Alagoas passou a contar, em 2016, com 37 cursos de pós-graduação acadêmico-científicos, sendo 16 doutorados e 37 mestrados. Cerca de 1.600 alunos mestrandos e 550 doutorandos. São aproximadamente 1.400 pesquisadores-doutores e 442 grupos de pesquisa cadastrados no CNPq. Em 2000, tínhamos 5 doutores por 100 mil habitantes. Em 2015, são 41, um pouco abaixo da média nordestina (47 doutores/100 mil habitantes). Funcionam, plenamente, 12 mestrados profissionais no estado.

Outra notícia alvissareira foi a de que a Universidade Federal de Alagoas ocupa, agora, a 13º colocação entre as universidades federais brasileiras que mais depositaram patentes em 2015 do Brasil, ficando à frente de Universidades como UFRJ, UFS, UFGO, UFES, UFMA e UFPI. É a primeira vez em que a UFAL figura entre os 50 maiores depositantes nacionais (residentes).

Para exemplificar como cresceu o interesse na formação de recursos humanos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação em Alagoas, a Coordenação Geral Nacional do Mestrado Profissional em rede de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profinit), informou, muito recentemente, que o ponto focal em Alagoas alcançou o maior número de candidatos do país (151) que desejam realizar o curso na primeira seleção feita no início de maio.

Outro grande e importante passo dado por Alagoas, com o definitivo empenho político do Governador Renan Filho, foi a criação da Embrapa Alagoas. A nova unidade será focada principalmente no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para alimentos funcionais, aromas e sabores.

Com a instalação de uma unidade de pesquisa desse Porte em Alagoas, aliada aos dois Polos Agroalimentares do estado, não se tem dúvidas que as pesquisas científicas e o seu transbordamento para a sociedade, anunciam um período rico em oportunidades para o desenvolvimento de vários setores econômicos e avanços sociais.

Ainda, estima-se que mais de 100 empreendedores são envolvidos, diretamente, com a produção de tecnologias de informação e comunicação (TI). Algumas dessas empresas se destacam nacionalmente e fora do país. A finalização do projeto do Polo de Tecnologia da Informação e Comunicação de Jaraguá será estratégico para alavancar as atividades produtivas das empresas de base tecnológica.

Isso deve ser visto como mais um eixo de desenvolvimento econômico para Alagoas, pois as experiências em outros lugares como o Porto Digital em Pernambuco, o Polo Tecnológico da Bahia, o Parque Tecnológico de Campina Grande e o Sapiens Parque de Santa Catarina, nos orientam para reconhecermos que o futuro está em ousar naquelas estruturas que exigem desafios constantes à inteligência humana na fronteira do conhecimento.

Assim, o primeiro bloco de editais lançado pela Fapeal em 2016, dá seguimento às ações que foram exitosas no ano passado, mas agora numa escala maior de recursos. Ele tem os seguintes propósitos básicos:
1. Atender aos novos doutores formados que ainda não foram integrados na pós-graduação alagoana;
2. Interiorizar o fomento à pesquisa;
3. Atrair novos pesquisadores para o estado de Alagoas para reforçar nosso sistema estadual de pós-graduação e interagir com o setor público e privado;
4. Contribuir para melhorar os indicadores quantitativos e qualitativos da pós-graduação alagoana;
5. Estimular a experiência das atividades científicas nos alunos do ensino médio da rede estadual pública de ensino, não para eles se transformarem em cientistas necessariamente, mas para compreenderem melhor “a estranha máquina do mundo”, como dizia Camões; permiti-los o acesso ao “exercício da racionalidade, do respeito à verdade, do não reconhecimento da autoridade de qualquer tipo que não seja a baseada na verdade e na justiça” [1].

Ao mesmo tempo que esses editais foram sendo executados, a Fapeal trabalhará, tecnicamente e institucionalmente, para alcançar outras formas de apoio e fomento que viabilizem os novos projetos que focalizam áreas e segmentos envolvidos, mais diretamente, com o desenvolvimento de processos tecnológicos e criação de empresas inovadoras. Nesse sentido, nossa parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, continuará firme, produtiva e exitosa, permitindo com que ela seja uma das melhores avaliadas no governo Renan Filho, pelo arrojado sistema de governança pública.

Concluindo, agradecemos a colaboração de todas as instituições que fazem o sistema estadual de pós-graduação. Aos parceiros FIEA e SEBRAE. Especial menção fazemos a PGE, pela colaboração estratégica na segurança dos editais. Também, os agradecimentos se estendem ao Conselho da Fapeal, que tem sido estratégico na definição e orientação das políticas da Instituição.

Por fim, e não menos importante, agradecimentos muito especiais a toda equipe de trabalho da Fapeal, sem exceção. Sem ela, certamente o auditório do evento não estaria tão cheio. É pela cobrança dessa equipe valorosa o governador Renan Filho está convidado para fazer uma visita à Fapeal, conhecer o ambiente de trabalho e se orgulhar de uma instituição organizada e muito bem cuidada pelos seus servidores e funcionários. Muito obrigado e muito bom dia a todos!!

[1] MEIHY, C.S.B. Vida e Ciência: entrevista com José Israel Vargas. Salvador, Editora Pontocom, Duque de Caxias, Unigranrio, 2014, p. 76.

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