Editais da Fapeal beneficiam pesquisadores de Maceió e mais oito municípios

Resultados mais recentes dos editais da fundação contemplam 78 cientistas, de sete instituições de ensino e pesquisa

 

Os pesquisadores Jean Pierre Schatzmann Peron, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), e Patricia Cristina Baleeiro Beltrão Braga, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) falam sobre a pesquisa "The Brazilian Zika vírus causes birth defects in experimental models" desenvolvida por eles na Universidade de São Paulo (USP). (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Rovena Rosa/Agência Brasil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) divulgou nesta semana o resultado de dois editais, que disponibilizaram recursos estaduais para atender necessidades específicas da comunidade acadêmica local.

O edital de Auxílio à Pesquisa Universal (Nº4/2016) destinou R$ 800 mil para auxiliar uma quantidade significativa de doutores que, apesar de estarem vinculados a instituições de ensino superior de Alagoas, ainda não fazem parte de algum programa de pós-graduação stricto sensu (ou seja, mestrado e doutorado). Nesta situação, torna-se tecnicamente inviável para eles o acesso a recursos para pesquisas de agências federais.

Formatando o edital, a Fapeal também considerou que parcela considerável desses pesquisadores está desempenhando suas funções em instituições no interior do Estado. O resultado desejado é a fixação destes profissionais altamente qualificados em Alagoas, além de estimular a formação de novos grupos de pesquisas, que são a semente necessária à criação de novos cursos de pós-graduação.

O edital 4 aprovou 63 projetos de sete instituições: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), nos campi de Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Penedo, Rio Largo e Viçosa; Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), nos campi de Arapiraca e Palmeira dos Índios; Instituto Federal de Alagoas (Ifal), nos campi de Maceió, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Penedo e Piranhas; Embrapa (unidade de Rio Largo). Projetos aprovados que serão desenvolvidos apenas na capital foram apresentados pela Universidade Estadual de Ciências Médicas (Uncisal) e pelos centros universitários Unit e Cesmac.

As políticas de fomento da Fapeal têm seguido em sintonia com as estratégias de desenvolvimento recomendadas pelo governador Renan Filho, por uma nova Alagoas”, explica Fábio Guedes, diretor-presidente da fundação.

Neste sentido, também foi destinado meio milhão em edital exclusivo para a Uneal (Edital nº10/2016). Ao todo foram aprovados 16 projetos. Nove deles serão executados nos Polos Agroalimentares de Arapiraca e Batalha. Dois deles estão sediados no campus de Palmeira dos Índios e um no campus de União dos Palmares. Os quatro restantes estão localizados no Campus I, em Arapiraca.

Os editais foram financiados com recursos integralmente do Governo de Alagoas.

Os pesquisadores Jean Pierre Schatzmann Peron, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), e Patricia Cristina Baleeiro Beltrão Braga, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) falam sobre a pesquisa "The Brazilian Zika vírus causes birth defects in experimental models" desenvolvida por eles na Universidade de São Paulo (USP). (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Rovena Rosa/Agência Brasil

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2 respostas

  1. Wilmo disse:

    No entanto a agência ainda carece de um compreensão dos impactos sociais e demanda dos PPG em Alagoas, impedindo a participação de importantes pesquisadores que atuam exclusivamente em programas profissionais de ensino (cujo impacto social é importantíssimo), que são strictu sensu, mas que também não têm apoio das agências federais. Assim, estes pesquisadores ficaram impedidos de concorrer ao edital de pesquisa destinado aos PPG e neste universal, o que é um contra-senso. É preocupante que a agência estadual não se debruce sobre tais questões.

    • Ascom Fapeal disse:

      Prezado Prof. Wilmo Jr,
      A gestão da Fapeal compreende seu questionamento e, sobre ele, tem o seguinte a colocar:

      “A Fapeal já se debruçou sobre o assunto, inclusive amplamente debatido no Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – CONFAP. No momento, essa discussão nesse âmbito não tem avançado muito e as FAP’s têm aguardado uma posição estratégica das agências federais. Os editais que contemplam pesquisadores dos PPG’s não-profissionais são lançados obedecendo os termos do acordo assinado com a CAPES. Entretanto, essa instituição não considera e aceita, nesses termos, como contrapartida das FAP’s, o apoio direto aos mestrados profissionais. Nesse sentido, e considerando as limitações financeiras, a prioridade estabelecida é apoiar os PPG’s conforme posto pelas agências federais. Inclusive, a CAPES tem apoiado os mestrado profissionais que formam pessoas que atuam diretamente no ensino básico, a exemplo do Profmat, Proletras etc. Por sua vez, os Mestrados Profissionais foram criados com vários objetivos, inclusive de ampliar a interação entre as instituições de ensino e pesquisa com os segmentos de mercado, o que inclui também parcerias no fomento à pesquisa”.

      Ficamos à disposição para demais colocações!

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