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Rios Invisíveis, projeto Pibic Jr., é destaque no Minutos da Ciência

Orientado pelo docente Kinsey Pinto, projeto identificou por onde passam os afluentes do Riacho Salgadinho, em Maceió

Deriky Pereira

Equipe do Rios Invisíveis em visita técnica (Foto: Jady Silva)

Identificar e estudar os rios invisíveis por onde passam os afluentes do Riacho Salgadinho, em Maceió. Foi com esta chamada que a apresentadora Janaina Silva deu início ao programa de número 380 do Minutos da Ciência, publicado nas redes sociais de Fapeal e de Fapeal em Revista na última sexta-feira (27). A atração, que já soma quase 3 mil visualizações, pode ser vista aqui.

“Nosso projeto do Pibic Jr., Rios Invisíveis, teve o objetivo de estudar a bacia hidrográfica e os cursos de água do Riacho Salgadinho e, por fim, na produção de material acadêmico”, explicou o bolsista Pedro Victor, seguido da também bolsista Mellyzzah Regina, que detalhou outras informações do projeto: “Nós vimos Rios Invisíveis onde hoje passam estradas, avenidas e o contato pessoal nos permitiu enxergar os problemas da comunidade e do problema do rio invisível que estávamos trabalhando”, contou.

“Eu imaginava que o Riacho Salgadinho era só mais um esgoto como todas as outras pessoas, então, o projeto ajudou na conscientização do que seriam os rios invisíveis dentro aqui de Maceió tanto para os alunos quanto para os cidadãos”, explicou Maysa Victoria, outra bolsista do projeto.

Rotina e aprendizagem

O estudante Samuel Guilhermino, que também integra o Rios Invisíveis, detalhou parte da rotina do grupo como algo que ia muito além da teoria.

“Nossa dinâmica era baseada num compromisso sério onde nos reuníamos duas vezes por semana em encontros de quatro horas cada onde o foco total era a nossa pesquisa. Além disso, as visitas técnicas eram fundamentais para que pudéssemos observar de perto a realidade que estávamos estudando”, detalhou.

Samuel frisou ainda que foi a partir de todo esse trabalho que o projeto se consolidou como um sucesso: “Foi essa carga horária intensa de dedicação que permitiu que o projeto ganhasse vida e profundidade”, celebrou.

E todo esse trabalho serviu para que outros estudantes, pregressos ao grupo atual, conseguissem seguir rumo a outras formações acadêmicas, o que contou como incentivo aos bolsistas atuais do Rios Invisíveis: “O Pibic Jr. foi tão importante que ajudou os integrantes passados, antes de nós, a entrarem em universidades e a seguir suas respectivas áreas desejadas, tais como as áreas do Direito, das Ciências, da Tecnologia e muito mais”, explicou o bolsista Vinícius Feitosa.

Compromisso com a Ciência

O professor Kinsey Pinto, orientador do Rios Invisíveis, refletiu sobre a importância de se discutir a temática do clima – mais especificamente as emergências climáticas e de outras transformações pelas quais o mundo vem passando – e como é importante ter mais públicos envolvidos com essa discussão que deve começar cada vez mais cedo.

“Diante dos desafios da emergência climática e das transformações do mundo, é fundamental a gente ter jovens com conhecimento científico para transformar a nossa sociedade. Nesse sentido, o papel que a Fapeal desempenha com o Pibic Jr. é muito relevante, porque a gente entende que somente estudantes com protagonismo conseguem ter espaço e tempo para pensar e refletir sobre que futuro nós queremos. O nosso projeto, Rios Invisíveis, se propõe a isso: transformar o nosso local a partir da nossa vivência e pensar um futuro mais próspero para todos nós”, concluiu Kinsey Pinto.

Sobre o Pibic Jr.

O Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr.) é uma ação conjunta entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) e a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) e integra o pacote de editais do programa “Mais Ciência Mais Futuro”, lançado pelo governo de Alagoas.

Assim, o Programa tem como objetivo despertar a vocação científica, tecnológica, empreendedora e artística na juventude alagoana com o intuito de incluir a educação pública como eixo fundamental do ecossistema de inovação no estado, além de contribuir para seu desenvolvimento socioeconômico.