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Macarrão usado como curativo? Minutos da Ciência explica descoberta

Espaguete mais fino do mundo foi criado por cientistas do Reino Unido com foco em áreas como a medicina e a indústria

Deriky Pereira

Já imaginou um macarrão que pode ser utilizado como curativo? Foi com essa pergunta que os apresentadores deram início ao programa de número 363 do Minutos da Ciência, publicado na sexta-feira (6), nas redes sociais de Fapeal e de Fapeal em Revista. E a resposta vem direto do Reino Unido, onde cientistas criaram esse espaguete que é considerado o mais fino do mundo com 372 nanômetros de espessura, o equivalente a cerca de 200 vezes menos fino que um fio de cabelo humano.

No entanto, esse “macarrão” não foi feito pra você saborear, muito pelo contrário: ele surge para atuar como uma nanofibra em áreas como a medicina e a indústria. “O trabalho, porém, não é algo necessariamente inovador na indústria, pois nanofibras feitas a partir de amido, geralmente produzidas naturalmente por plantas, são capazes de armazenar o excesso de glicose”, completou a apresentadora Yrla Rafaela.

Tradicionalmente, para fazer espaguete, você empurra uma mistura de água e farinha através de buracos de metal. No estudo, os pesquisadores fizeram o mesmo, mas puxaram a mistura de farinha com uma carga elétrica, contínua, em um processo chamado de eletrofiação, onde fios de farinha e líquido são puxados pela ponta de uma agulha com uma carga.

O amido é um material promissor para uso, pois é abundante e renovável, além de ser a segunda maior fonte de biomassa na Terra, atrás apenas da celulose, e é biodegradável, o que significa que pode ser decomposto no corpo. Assim, as nanofibras de amido possuem grande potencial para uso em curativos, e agora são exploradas também como método de auxiliar a regeneração de tecidos, visto que imita a matriz extracelular com sua rede proteica e de outras moléculas.

Agora, os pesquisadores querem investigar o quão rápido ele se desintegra, como interage com as células e se pode produzi-lo em escala. Interessante, não é? Clique aqui e confira o programa na íntegra.